Mais sobre a História da Matologia no Brasil

No último XXX Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, que ocorreu mês passado em Curitiba, foi organizada uma exposição histórica dos Congressos anteriores. O resgate dessas informações é fundamental para nós, jovens, que estamos ingressando na área e para manter viva a história de cada um na Sociedade! Parabenizo os idealizadores, os organizadores e aqueles que ajudaram na reunião do material, aqui nos nomes de Rubem Silvério de Oliveira Jr, Fernando S. Adegas, Dionísio Gazziero, Robinson Pitelli, João Baptista Filho, Ricardo Victória Filho, Lino Roberto Ferreira, Luiz L. Foloni, Sylvio H. B. Dornelles e Rafael Romero Mendes.

A primeira reunião sobre plantas daninhas ocorreu no Rio de Janeiro, em 1956 (I Seminário Brasileiro de Herbicidas e Ervas Daninhas). A segunda em Belo Horizonte, e seguiu-se a sequência: Campinas, Rio de Janeiro, Cruz das Almas, Sete Lagoas, Pelotas, Botucatu, Campinas, Santa Maria, Londrina, Fortaleza, Ilhéus, Campinas, Belo Horizonte, Campo Grande, Piracicaba, Brasília, Londrina, Florianópolis, Caxambu, Foz do Iguaçu, Gramado, São Pedro, Brasília, Ouro Preto, Ribeirão Preto (onde eu finalmente estava), Campo Grande, Gramado e Curitiba. O próximo será sediado no Rio de Janeiro ! O nome ervas daninhas só foi alterado para plantas daninhas em 1986, no Congresso de Campo Grande e em 1995 na cidade de Florianópolis, ganhou o nome que tem hoje.

Para se ter  ideia, olhem bem o primeiro dos ANAIS produzidos ! Depois esses foram ganhando cores na impressão, posteriormente, deixando de ser impressos, depois passando a ter o seu conteúdo em CD´s e hoje, sendo online, sem a necessidade de mídias físicas, nas nuvens !

E o que mais mudou? De lá para cá, não parou de subir o número de trabalhos apresentados nesses encontros! Inicialmente 27, hoje temos em média 700 trabalhos apresentados por Congresso. Se considerarmos que cada autor submete apenas dois trabalhos como primeiro autor, são 350  diferentes autores no mínimo presentes. Isso demonstra que a Ciência das Plantas Daninhas continua a crescer no Brasil!

traballhos-congresso

Outra coisa muito legal demonstrada foi a primeira edição da Revista Planta Daninha e a primeira edição da Revista Brasileira de Herbicidas. Assim como os ANAIS, quem teve a versão impressa, teve. A partir de agora a Revista Planta Daninha será exclusivamente online !

Conclui-se que a ciência avança, e fazemos parte dessa. Quais as próximas mudanças? Não posso lhe dizer, mas espero que nos encontremos em 2018, no Rio de Janeiro, para continuar essa história  e pegar uma praia, porque não !?

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